Há 40 anos, um vazamento de gasolina provocou um incêndio na Vila Socó, antigo bairro de Cubatão edificado em palafitas, sobre o mangue e os oleodutos. A história desta tragédia industrial, uma das maiores do país, é o ponto de partida do novo espetáculo do Coletivo 302, que se debruçou sobre arquivos e entrevistas com pessoas da comunidade durante o processo criativo. Última parte da trilogia Zanzalá, que resgata narrativas de três bairros operários da cidade, a obra itinerante percorre as ruas e memórias da vila, hoje chamada São José. Mergulhando entre suas frestas e becos, o público acompanha um menino em busca de reencontrar a família nos rastros da lama, da cal e do tempo.
“Conceição” é uma autoficção de Lucas Moura da Conceição, que se baseia em uma busca pessoal do autor pela sua história e de sua família. O texto dramático explora, através do formato de áudio-drama, a trajetória de sua mãe, Conceição, e de sua bisavó, Sachica.
A peça, que foi uma das 14 selecionadas para o programa “Dramaturgias em Processo” do Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP) , utiliza a oralidade e a poesia, com a presença de um coro de “lavadeiras” que comentam a história e canções que servem como pontes para a narrativa. A obra é uma exploração da memória e da identidade negra, onde o “tempo apressado” de uma cidade como São Paulo se contrapõe às narrativas da terra natal, o sertão.
Na busca por descobrir quem era seu avô, Eulindo, um menino negro que não conhece a sua ancestralidade, vai para dentro de um teatro e vive uma aventura deliciosa e engraçada através das origens do teatro.
Assinada por Lucas Moura, Jogo de Imaginar é uma homenagem ao teatro, lugar da imaginação, onde é celebrado um pacto entre os atuantes e os espectadores, que faz com que ambos os lados se permitam sonhar, imaginar e inventar o aqui e o agora.
“CENTREVILLE” narra a história de luta e resistência da maior ocupação de casas da América Latina. Localizado na cidade de Santo André-SP, o que era para ser um condomínio de casas de luxo similar ao Condomínio Alphaville se tornou um condomínio abandonado de casas de luxo. No ano de 1982, moradores de favelas vizinhas que tinham perdido todos os seus pertences nas constantes enchentes da região, resolvem ocupar o lugar que viria a se tornar símbolo de moradia popular e resistência. Numa narrativa lírica-documental o espetáculo conta a luta de mais de 34 anos, desde o início da ocupação até a regularização da moradia.
Uma casa abandonada, agora um refúgio da natureza, se tornará o lar de uma família em uma jornada emocionante e transformadora.
O Jardim é um podcast para crianças narrado por animais e plantas, que aborda os conflitos entre humanos e natureza pelo espaço de uma casa e jardim. Com 6 episódios, incentiva a reflexão sobre coexistência pacífica e a importância da diversidade.
Planetário é um podcast infanto-juvenil ficcional sobre ciências protagonizado por uma menina negra. O podcast mescla dados reais com uma história ficcional e, de maneira pedagógica e lúdica, promove a divulgação das ciências feitas por pessoas negras. A primeira temporada, com enfoque em astronomia, nos leva para uma viagem cheia de descobertas pelo sistema solar à bordo de uma nave espacial chamada “Xereta”, que foi criada por uma menina de 12 anos.
Calunguinha, o cantor de histórias é um podcast ficcional feito pra crianças de todas as idades e, principalmente, pra gente pretinha como a gente. Calunguinha é um menino pretinho (como sua mãe), crespinho (como seu avô) que adora histórias, mas não qualquer história. Toda noite, antes de deitar, a mamãe prepara um chá e conta pra ele a história de uma pessoa negra importante que já viveu. Quando a mamãe sopra o chá pra esfriar, Calunguinha sai voando junto com a fumaça pelos ares, navega pelos mares, passa por Congo, Pernambuco, Bahia, Palmares, encontra essas pessoas incríveis por lá, aprende com elas e volta pra cantar pra sua mãe tudo que ele aprendeu.