Lucas Moura | Portfólio

Lucas Moura é dramaturgo, roteirista, ator e podcaster. Com formação em dramaturgia na SP Escola de Teatro (2015), na Escola Livre de Teatro (2016) e no Núcleo de Dramaturgia do SESI (2019) , ele também é ator formado pela Cia. do Nó de Teatro (2016). Entre 2022 e 2024, atuou como artista docente na SP Escola de Teatro.

É co-criador, roteirista e diretor de podcasts premiados como “Calunguinha, o cantador de histórias”, vencedor do prêmio Sound Up Brasil do Spotify (2020) e do Festival Comkids (2024). Lucas também é roteirista e idealizador de “Planetário”, um dos podcasts selecionados para o Camp Serrapilheira de 2023.

No teatro, foi roteirista da peça-filme “Desfazenda – me enterrem fora deste lugar”, que recebeu o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo em 2022. A versão presencial da peça foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia em 2023. Ele também é dramaturgo da peça “Jogo de imaginar”, premiada com o APCA de Melhor Direção em 2023. Atualmente, Lucas cursa Filosofia na USP e é dramaturgo do Projeto Ré do Grupo 59 de Teatro.

Espetáculos que atuou como dramaturgo

Magnólia | Marina Esteves (2024)

Contemplada com o Prêmio Zé Renato

Com texto de Lucas Moura, a obra, idealizada e dirigida pela atriz e bailarina Marina Esteves – que também atua na peça –, é livremente inspirada na música de mesmo título do álbum A tábua de esmeralda, lançado há 50 anos pelo cantor e compositor Jorge Ben Jor.

A montagem é resultado da pesquisa de Marina acerca das representações de gênero e raça no cenário atual, interseccionada com os desdobramentos do teatro épico. A peça, que foca no corpo, na música e na palavra, narra a fábula de uma deusa astronauta que vive no cosmos, nas dimensões azul e rosa, entre estrelas e cometas. Ela encontra São Jorge, que lhe propõe uma missão: descer à Terra e experimentar viver como humana.

Vila Socó | Collab com Coletivo 302 (2024)

Contemplada com o ProAc Circulação

Há 40 anos, um vazamento de gasolina provocou um incêndio na Vila Socó, antigo bairro de Cubatão edificado em palafitas, sobre o mangue e os oleodutos. A história desta tragédia industrial, uma das maiores do país, é o ponto de partida do novo espetáculo do Coletivo 302, que se debruçou sobre arquivos e entrevistas com pessoas da comunidade durante o processo criativo. Última parte da trilogia Zanzalá, que resgata narrativas de três bairros operários da cidade, a obra itinerante percorre as ruas e memórias da vila, hoje chamada São José. Mergulhando entre suas frestas e becos, o público acompanha um menino em busca de reencontrar a família nos rastros da lama, da cal e do tempo. 

Conceição | Lucas Moura (2022)

Inédita

“Conceição” é uma autoficção de Lucas Moura da Conceição, que se baseia em uma busca pessoal do autor pela sua história e de sua família. O texto dramático explora, através do formato de áudio-drama, a trajetória de sua mãe, Conceição, e de sua bisavó, Sachica.

A peça, que foi uma das 14 selecionadas para o programa “Dramaturgias em Processo” do Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP) , utiliza a oralidade e a poesia, com a presença de um coro de “lavadeiras” que comentam a história e canções que servem como pontes para a narrativa. A obra é uma exploração da memória e da identidade negra, onde o “tempo apressado” de uma cidade como São Paulo se contrapõe às narrativas da terra natal, o sertão.

Jogo de Imaginar | Barracão Cultural (2022)

Ganhadora do APCA de Melhor Direção

Na busca por descobrir quem era seu avô, Eulindo, um menino negro que não conhece a sua ancestralidade, vai para dentro de um teatro e vive uma aventura deliciosa e engraçada através das origens do teatro.

Assinada por Lucas Moura, Jogo de Imaginar é uma homenagem ao teatro, lugar da imaginação, onde é celebrado um pacto entre os atuantes e os espectadores, que faz com que ambos os lados se permitam sonhar, imaginar e inventar o aqui e o agora.

Silva | Os Incendiários (2022)

Contemplada com o Prêmio Zé Renato

“O que falta para a combustão das nossas dores pretas?” É esse o questionamento que norteia o espetáculo Silva, do coletivo Os Incendiários. O trabalho é livremente inspirado na intersecção entre o filme Faça a coisa certa (1989), de Spike Lee, e a peça Biedermann e os incendiários (1953), de Max Frisch, e tem a dramaturgia assinada por Lucas Moura.

O que é que falta pra combustão das nossas dores pretas? Numa cidade em brasas, de algum canto do Brasil, três elementos encontram Silva, um funcionário fiel, mas cansado da casa de Biedermann. Um dilema se apresenta a partir desse encontro: dessa vez será o fogo ou a fuga?

Desfazenda – Me enterrem fora desse lugar (2021 e 2022-2023)

Primeira vencedora do Prêmio Solano Trindade (2021), peça-filme ganhadora do Prêmio APCA de Melhor Espetáculo (2022) e Indicada ao Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia (2023)

Sucesso de crítica e de público na versão digital, espetáculo dirigido por Roberta Estrela D’Alva com dramaturgia de Lucas Moura ganha os palcos e traz o spoken word para o centro da cena, alçando a palavra ao protagonismo.

As personagens 12, 13, 23 e 40 são quatro pessoas pretas salvas da guerra, quando crianças, por um padre branco. Desde então, elas vivem na fazenda do padre e cuidam das tarefas diárias, supervisionadas por uma figura enigmática, Zero. O padre nunca sai da capela, a guerra nunca atingiu a fazenda e quando os porquês são questionados, o sino toca e então é hora da oração ou do trabalho. Até que um estranho vulto chega à fazenda e muda os ventos. O silêncio é quebrado e, de dentro da capela, o segredo é revelado.

Centreville, com a Cia. do Nó de Teatro (2016)

contemplado pelo ProAc - Primeiras Obras (2015)

“CENTREVILLE” narra a história de luta e resistência da maior ocupação de casas da América Latina. Localizado na cidade de Santo André-SP, o que era para ser um condomínio de casas de luxo similar ao Condomínio Alphaville se tornou um condomínio abandonado de casas de luxo. No ano de 1982, moradores de favelas vizinhas que tinham perdido todos os seus pertences nas constantes enchentes da região, resolvem ocupar o lugar que viria a se tornar símbolo de moradia popular e resistência. Numa narrativa lírica-documental o espetáculo conta a luta de mais de 34 anos, desde o início da ocupação até a regularização da moradia.

Podcasts no Ar

O Jardim | Instituto Toriba (2025)

Uma casa abandonada, agora um refúgio da natureza, se tornará o lar de uma família em uma jornada emocionante e transformadora.
O Jardim é um podcast para crianças narrado por animais e plantas, que aborda os conflitos entre humanos e natureza pelo espaço de uma casa e jardim. Com 6 episódios, incentiva a reflexão sobre coexistência pacífica e a importância da diversidade.

Planetário | Todo Canto - Instituto Serrapilheira (2024)

Planetário é um podcast infanto-juvenil ficcional sobre ciências protagonizado por uma menina negra. O podcast mescla dados reais com uma história ficcional e, de maneira pedagógica e lúdica, promove a divulgação das ciências feitas por pessoas negras. A primeira temporada, com enfoque em astronomia, nos leva para uma viagem cheia de descobertas pelo sistema solar à bordo de uma nave espacial chamada “Xereta”, que foi criada por uma menina de 12 anos.

Calunguinha, o cantador de histórias | Todo Canto - Sound Up Spotify Brasil (2022 e 2023)

Calunguinha, o cantor de histórias é um podcast ficcional feito pra crianças de todas as idades e, principalmente, pra gente pretinha como a gente. Calunguinha é um menino pretinho (como sua mãe), crespinho (como seu avô) que adora histórias, mas não qualquer história. Toda noite, antes de deitar, a mamãe prepara um chá e conta pra ele a história de uma pessoa negra importante que já viveu. Quando a mamãe sopra o chá pra esfriar, Calunguinha sai voando junto com a fumaça pelos ares, navega pelos mares, passa por Congo, Pernambuco, Bahia, Palmares, encontra essas pessoas incríveis por lá, aprende com elas e volta pra cantar pra sua mãe tudo que ele aprendeu.